18/03/2026

Oficina para alunos de Medicina une arte e ciência

Aula de desenho e pintura na Unoeste engloba aprendizado, observação e arteterapia, prática que também estimula a criatividade dos estudantes

Estudantes de Medicina participam de oficina de desenho, atividade que estimula criatividade, observação e bem-estar durante a rotina do curso

Estudantes de Medicina da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) participam de uma experiência diferente dentro da rotina acadêmica. Entre os dias 9 de março e 13 de abril, às segundas e terças-feiras, a universidade promove uma oficina de desenho voltada aos alunos do curso, unindo arte, aprendizado e bem-estar.

A proposta é utilizar o desenho como ferramenta de aprendizagem, estimulando a observação, a criatividade e a compreensão de estruturas importantes para a formação médica. Durante os encontros, na oficina denominada “Traçando o conhecimento: a arte do desenho como caminho de aprendizado”, os estudantes exploram diferentes técnicas artísticas.

Segundo o professor Josué Pantaleão da Silva, artista plástico e coordenador do programa Unoeste + Cultura, a oficina dialoga diretamente com conteúdos já trabalhados na formação médica. “Durante o curso, os alunos já realizam diversos desenhos, como células e partes do corpo humano. Nesse sentido, a oficina vem justamente fortalecer o aprendizado desenvolvido em sala de aula”, explica.

Segundo ele, a prática artística amplia a capacidade de observação e contribui para a memorização de estruturas anatômicas importantes. Além da contribuição pedagógica, a atividade também cumpre um papel importante para o equilíbrio emocional dos estudantes.

“A prática do desenho, da pintura e da arte dentro do curso de Medicina funciona também como uma forma de arteterapia. É um momento em que o aluno pode respirar, se reconectar consigo mesmo por meio da arte e aliviar as tensões de um dia de estudos intensos”, afirma.

As aulas ocorrem ao final do dia, proporcionando aos participantes um momento de desaceleração após a rotina acadêmica. “Nesse final de aula, eles conseguem voltar para casa mais leves e tranquilos”, acrescenta.

Durante os encontros, o ambiente também favorece a interação e o fortalecimento das relações entre professor e alunos. “A arte precisa estar conectada com a harmonia e com o ambiente para facilitar o processo criativo. Essa interação cria um espaço acolhedor e propício para o desenvolvimento da criatividade, sempre relacionando arte e estudo”, completa.

Voz dos estudantes

Para os alunos, a oficina de desenho tem sido uma oportunidade de retomar o contato com a arte e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão da rotina acadêmica. “Eu já gostava de desenhar, mas fazia um tempo que não praticava. Quando começaram as aulas, retomei algo que vem desde a infância. Tem sido muito legal”, conta Alexandre Henrique Biancheti Giroto, do 7º termo.

Já o estudante Gabriel Pina de Lima, do 5º termo, destaca o impacto da atividade no bem-estar. “É um momento para desestressar, em que consigo me afastar um pouco das obrigações da faculdade, que são muito intensas. Além disso, agrega ao meu dia. Não é algo perdido. Eu já tinha contato com a arte antes e sempre gostei”, afirma.


Legenda: Estudantes de Medicina participam de oficina de desenho, atividade que estimula criatividade, observação e bem-estar durante a rotina do curso
Créditos: Leandro Nigre
Legenda: Além da contribuição pedagógica, a atividade também cumpre um papel importante para o equilíbrio emocional dos estudantes
Créditos: Leandro Nigre
Legenda: Segundo o professor, a prática artística amplia a capacidade de observação e contribui para a memorização de estruturas anatômicas importantes
Créditos: Leandro Nigre
Legenda: Professor Josué Pantaleão conduz a oficina de desenho, iniciativa que integra arte, observação e aprendizado na formação acadêmica
Créditos: Leandro Nigre
Legenda: Gabriel Pina de Lima, do 5º termo, ressalta a oficina de desenho como um momento de relaxamento e equilíbrio na rotina intensa do curso de Medicina
Créditos: Leandro Nigre
Legenda: Alexandre Henrique Biancheti Giroto, do 7º termo de Medicina, retoma o contato com a arte e destaca a experiência positiva na oficina de desenho
Créditos: Leandro Nigre